Um passado demasiado bom dá-nos cabo do futuro. Espera-se o pior. Miguel Esteves Cardoso

Tréguas à Portugal Telecom

Domingo, 11 de Maio de 2008 às 16:48

Após este e-mail azedo que enviei à PT, posso-vos dizer que valeu a pena pois a empresa mudou totalmente de atitude comigo. Recebi uma resposta positiva quanto à alteração de morada sem que me voltassem a questionar por toda aquela papelada e procedimentos que me exigiam ao inicio. No mesmo contacto informavam que em relação à troca de equipamento eu iria ser contactado telefonicamente. E assim foi, recebi uma chamada da Portugal Telecom para o meu telemóvel a dar-me as indicações como deveria proceder, dando a garantia que me poderia dirigir a uma loja da PT e trocar o equipamento sem mais nenhum obstáculo.

Desconfiado pelo facto de primeiro serem eles a telefonarem-me, depois pela simpatia no atendimento, e por fim o facilitismo para a troca do equipamento; lá sigo eu para a loja da PT. Já na loja, o funcionário questiona-me por um comprovativo de compra do equipamento. Expliquei-lhe calmamente a situação que a PT me descreveu telefonicamente. Sem nenhuma outra questão, apercebo-me que o funcionário navega pela minha ficha silenciosamente, e sem emitir qualquer som daquela boca levanta-se, sobe umas escadas e passado pouco tempo regressa com uma outra caixa. Quando se aproximou novamente de mim questionou-me: “Tem consigo a identificação de utilizador?”, ao qual respondo positivamente. Enquanto acondiciona o novo equipamento dentro de um saco enorme, replica: “Óptimo! É que sem isso não consegue ter acesso. E desculpe lá, mas não tenho sacos mais pequenos.”

Quando chego a casa deparo-me com duas mensagens no correio electrónico: uma do 16200 a disponibilizar-se para resolver qualquer outra dúvida ou questão que surja; e outra imagine-se, da Telepac Técnica, a questionarem-me se pretendo ver o novo equipamento enviado para a nova morada. Lá lhes respondi que já me dirigi a uma loja da PT e que efectuei a troca, ao qual no mesmo dia me enviaram novamente um e-mail, desta vez com um questionário de escolha múltipla para avaliar a forma como fui atendido em todo este processo. E digo-vos, a melhor coisa que fiz em todo este processo foi mesmo evitar o atendimento do SAPO.

Finalmente ontem já pude testar o novo modem apesar do pouco tempo disponível, mas mesmo assim fiz o essencial: a configuração com os dados de cliente do SAPO, configuração da ligação DSL; e lá estava eu a “assapar”. Aproveitei para fazer uns testes de velocidade que me deixaram convencido, mas o que me deixou mesmo à toa foi quando me lembrei de ir ver os valores da ligação e ecoou na minha cabeça: “4dB de atenuação?!”. Isto é bom demais para ser verdade, vem confirmar a minha desconfiança quanto à presença de uma central remota algures nas redondezas!

Enfim: morada corrigida, equipamento substituído, linha telefónica com uns valores fora de série. Paz!

Encontrar o sentido das coisas

Sexta-feira, 9 de Maio de 2008 às 21:06

Dentro de mim existe um relógio orgânico que num intervalo de tempo lança um impulso para o meu cérebro (sim, eu tenho um!), esse impulso levanta sempre a mesma questão: fará sentido eu aqui andar? Fará sentido fazer aquilo que estou a fazer precisamente agora?

Já perdi as vezes que virei as costas a meio de projectos de vida porque achei que o caminho que estavam a seguir não me realizava. Também sou assim com as pessoas, e digo-o sem papas na língua. Ou tudo aquilo em que me movimento faz sentido, ou parto a loiça.

Nem sempre é fácil arranjar resposta à questão levantada. Gosto muito de coisas simples, e se as coisas forem simples é já meio caminho andado. Muitas vezes gostaria de seguir dois caminhos diferentes ao mesmo tempo, descobrir qual o melhor e só depois optar por um definitivo. Dizem que os nativos de Gémeos são assim mesmo. A vida não é simples, até porque não sabemos para onde ela se dirige, mas o que ela tem de bom são mesmo as coisas simples.

Isto para dizer que há pouco fui ao Google Analytics e verifiquei que diariamente os que aqui passam já não cabem num táxi, nem num autocarro. E que mesmo assim já não cabem na maioria dos aviões comerciais da frota da TAP. Por isso, tudo isto continua a fazer muito sentido.

As críticas mais comuns que são feitas ao Mais Gasolina

Quinta-feira, 8 de Maio de 2008 às 8:58

Mais Gasolina

O Mais Gasolina tem sido alvo de algumas críticas/acusações, principalmente por pessoas que desconhecem o projecto tirando logo ilações precipitadas. Procuro com este artigo responder a algumas dessas críticas.

Tenho reclamações a fazer relativamente aos funcionários dos vossos postos de abastecimento.

O Mais Gasolina não é proprietário de nenhum posto de abastecimento nem possui um Departamento de Recursos Humanos. As reclamações deverão ser dirigidas aos responsáveis dos postos de abastecimento cujo contacto poderá encontrar nas páginas amarelas.

Dirigi-me a um posto de abastecimento e o preço praticado não corresponde à informação disponibilizada no site. Vocês disponibilizam informação incorrecta!

Os preços dos combustíveis sofrem variações, sendo que a informação disponibilizada no Mais Gasolina é acompanhada de uma data referente à última actualização. Deverá ter em atenção essa data e caso possua informação mais recente deverá colaborar e partilha-la. Não espere que outros actualizem os preços por si. O serviço é comunitário, onde as pessoas deverão dar para também receberem, é assim que funciona este sistema. Ninguém se disponibilizou – apesar do Mais Gasolina ter contactado as respectivas entidades – a nos prestar informações oficiais, logo, a única hipótese é que os consumidores se unam e partilhem a informação. A nossa parte será disponibilizar-vos as ferramentas que permitam essa mesma partilha de informação.

Vocês estão afectos às petrolíferas!

Este é o tipo de acusação de quem não faz a mínima ideia do que se trata o projecto. Não, não estamos afectos a nenhuma petrolífera nem estas nos vêm com bons olhos, e na realidade as empresas que se registaram para actualizar os seus próprios postos até são as que praticam os preços mais baixos (Auchan, Intermarché, E. Leclerc…).

Vocês querem é fazer dinheiro!

Nem queira saber o quanto estamos ricos. É que a receita além de não pagar os dias e noites perdidas ao longo de meses e meses de desenvolvimento para que o projecto visse a luz do dia, também não paga as despesas com o servidor, nem tão pouco as despesas com combustível que ainda temos por actualizarmos alguns postos de abastecimento por iniciativa própria. Há sempre a opção de cobrarmos uma mensalidade aos utilizadores do serviço, mas isso não faz muito sentido, não é?

Como de costume, as ilhas são sempre esquecidas, não somos também Portugal?

O Mais Gasolina tem como parceiro tecnológico o Google, onde utilizamos a API do Google Maps, o único que nos dá liberdade para fazer aquelas coisas bonitas nos mapas. O Google Maps tem uma limitação geográfica, não nos fornece mapas dos arquipélagos da Madeira e dos Açores. Contactámos a responsável do Google Maps, a nossa amiga Pamela Fox, que nos informou que até ao final do ano não estarão disponíveis mapas referentes aos nossos arquipélagos. Assim, que fique bem claro que não se trata de uma opção nossa, mas antes uma limitação que nos foi imposta. E de outro modo, tentamos fazer o melhor que sabemos com as ferramentas que nos disponibilizam. Estamos a ponderar a abertura do nosso directório ao arquipélago da Madeira e dos Açores, mas isto não resolve o problema relativo à ausência dos postos de abastecimento no mapa. E que fique bem claro que o Mais Gasolina é uma iniciativa de cidadãos portugueses, não tendo que carregar nos seus ombros qualquer obrigação de prestação de serviços. Assim que possível, iremos alargar o serviço aos nossos arquipélagos.

Se mesmo assim, não se encontra convencido com as minhas respostas, lanço-lhe desde já um desafio: faça melhor que nós!
Em alternativa a isto tudo, poderá tentar persuadir as outras pessoas a boicotarem produtos das grandes petrolíferas, nós sabemos que o mass-mail dá óptimos resultados, além de que você não terá de levantar o rabo nem mexer uma palha. É mais cómodo, e os resultados estão à vista.

Evolução do preço dos combustíveis

Quarta-feira, 7 de Maio de 2008 às 17:03

Eu sou suspeito para falar, mas tenho muito orgulho do Eduardo, principalmente por ser meu amigo e também pelo magnífico trabalho que desenvolve. Este gráfico foi desenvolvido por ele, foi trabalhoso, mas digam lá se não está bonito! É a mais recente funcionalidade do Mais Gasolina e está disponível à vista de todos na área das estatísticas.

José Manuel Coelho feat. Flava Flav

Quarta-feira, 7 de Maio de 2008 às 12:45


Deputado José Manuel Coelho vs. Rapper Flava Flav

Jóia de 50 Cent reaparece na ilha da Madeira

Terça-feira, 6 de Maio de 2008 às 20:50

O último concerto do rapper norte-americano 50 Cent, realizado na capital angolana, terminou abruptamente quando um espectador subiu ao palco e lhe tirou a jóia que trazia ao pescoço. Paralelamente surge hoje a notícia que o deputado madeirense do PND, José Manuel Coelho, apresentou-se em plenário da Assembleia Legislativa da Madeira com um relógio de cozinha ao pescoço.

A aparição deste relógio de cozinha é suspeita, principalmente quando é conhecida a apetência dos rappers por objectos volumosos pendurados ao pescoço.

Resposta do SAPO ADSL à Zon Netcabo não é satisfatória

Segunda-feira, 5 de Maio de 2008 às 18:18

No final da passada semana a Zon apresentou novos tarifários para os acessos à Internet. Para surpresa e espanto de alguns, foram retirados os limites de tráfego na maioria dos tarifários mantendo-se os preços que já vinham sendo cobrados por defeito. A opção de valor acrescentado para obter tráfego ilimitado deixou de ser cobrada.

Esta semana começa com a resposta do SAPO ADSL. Uma resposta que não é satisfatória por várias razões: primeiro porque peca por tardia tratando-se apenas de uma resposta concorrencial e não de uma iniciativa própria; depois porque apesar de se oferecer tráfego ilimitado este fica restrito unicamente a quem adere à factura electrónica e ao débito directo, enfim, compreende-se as vantagens disto mas é uma opção mais discriminatória do que os tarifários oferecidos pela Zon; já não se compreende que existindo a opção de tráfego ilimitado com a adesão ao débito directo e à factura electrónica ainda exista a opção de tráfego ilimitado por €7,50/mês; por fim, o SAPO ADSL mantém aquela tabela de tarifas vergonhosa com preços riscados e 8 alíneas! Nunca ouviram dizer que a simplicidade é tudo? A única nota positiva vai mesmo para o antigo tarifário de 4Mb/256K que é alterado para 6Mb/512K.

Fico satisfeito com este avanço da Zon Netcabo, e atenção que não se trata de uma alteração promocional ao contrário da nova oferta do SAPO ADSL. Sempre defendi que a Internet não deveria ter limitações geográficas nem limites demasiado restritos por tratar-se de um meio onde os utilizadores também produzem conteúdos.

Internet kill television star

Segunda-feira, 5 de Maio de 2008 às 13:57

Video didn’t kill the Radio Star. Mas quando ganho noção dos hábitos que adquiri nos últimos meses, ponho seriamente a hipótese da Internet estar a acabar com a Televisão. Já não consigo ver um bloco de notícias, opto antes primeiramente pelos blogs e depois pela imprensa online – geralmente os primeiros encaminham-me para os segundos. Não é preciso muito para que esta alteração de hábitos ocorra, basta que a Televisão continue a descer na qualidade.

Sinto-me mais lúcido desde que me virei quase exclusivamente para a Internet, onde há dois canais, e um deles é aquele que usamos para replicar a informação que nos chega do primeiro. Se na Televisão nos chega o conteúdo e nós isoladamente o assimilamos, já por estas bandas tudo o que chegue é alvo de discussão por um colectivo interessado, e é isto que torna a Internet única como meio para o conhecimento colectivo. Além do mais somos livres de nos cingir aos nossos interesses, sem termos de passar por uma agenda informativa imposta.

Passamos de um meio onde unicamente recebemos conteúdo, para outro onde além de o recebermos, também o produzimos. A dimensão de tudo isto também se altera, é agora à escala planetária.